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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

A importância da alimentação saudável

A importância da alimentação saudável
 
 
      A alimentação corresponde à ingestão de nutrientes, por meio dos alimentos, ao modo como eles são combinados entre si e preparados, à forma de se alimentar e às dimensões sociais e culturais das práticas alimentares. Todos esses fatores influenciam a saúde e o bem estar.
     A alimentação saudável na infância é essencial para o desenvolvimento e crescimento adequado da criança, representando um fator importante na prevenção de algumas doenças causadas tanto pela carência, quanto pelo excesso de alimentos. Por essa razão, a alimentação saudável na infância é de suma importância, sendo necessário desenvolver ações que visam à reeducação alimentar das crianças. Nos primeiros anos de vida, é fundamental uma alimentação qualitativa e quantitativamente adequada, proporcionando ao organismo a energia e os nutrientes necessários para o bom desempenho de suas funções , para a manutenção de um bom estado de saúde e para prevenção de algumas doenças na fase adulta. As carências nutricionais, nessa fase, podem prejudicar as crianças, levando ao crescimento deficiente, podendo comprometer o desenvolvimento mental e intelectual do indivíduo. No entanto, para que o crescimento e desenvolvimento das crianças nessa faixa etária sejam adequados, é importante saber escolher os alimentos, observando as formas e as quantidades adequadas às necessidades do dia a dia.
     É na infância, durante o processo de socialização, que as crianças desenvolvem a percepção para sabores, começam a ter suas preferências por determinados alimentos e desenvolvem seu comportamento alimentar. É consenso que as crianças comem aquilo de que gostam e que nem sempre estas preferências são compatíveis com uma alimentação saudável.
     As crianças em idade pré-escolar tendem a ter uma repugnância em relação a novos alimentos, enquanto há preferência por alimentos que lhes são familiares, suaves e doces. Este comportamento é muito comum nessa fase, podendo persistir até a idade adulta.
    Os hábitos alimentares são adquiridos durante o período de transição alimentar da criança, iniciando-se na introdução dos alimentos complementares, após o aleitamento materno, e é durante esse processo que a aprendizagem pela exposição repetida a eles proporcionará a familiaridade necessária para a criança estabelecer um padrão de aceitação alimentar. Muitos desses hábitos são adquiridos por imitação dos costumes da família. Por isso, é necessário que a família tenha conhecimento dessas fases com o intuito de ter uma alimentação saudável e equilibrada. Para a criança aceitar um novo alimento, é necessário que ela se familiarize com ele para, depois, prová-lo. O alimento não pode ser apenas percebido visualmente ou pelo odor, a criança necessita provar o alimento, mesmo que, inicialmente, em quantidade mínima, para que se produza o condicionamento, aumentando a aceitação do alimento. Geralmente, o aumento da aceitação do novo alimento ocorre somente após 10 ou mais ingestões, podendo ocorrer desistência dos pais, neste período, devido à rejeição da criança ao alimento. O medo de experimentar novos alimentos é uma característica predominante na fase pré-escolar. Todavia, é a exposição repetida que poderá contribuir na redução do medo de experimentar novos alimentos. A aceitação dos alimentos  dá-se não só pela repetição à exposição, mas ,também, pelo condicionamento social, cuja  família é o modelo para o desenvolvimento de preferências  e  hábitos alimentares. Por isso, é fundamental que, desde o primeiro ano de vida, na introdução dos alimentos complementares, a criança tenha como seus exemplos os familiares e as pessoas que a cercam, observando-as  alimentando-se.
      O ambiente, na hora da refeição, deve ser calmo e tranquilo, sem atrativos, como a televisão ou quaisquer outras distrações, como brincadeiras e jogos. Envolver a criança nas tarefas de preparo dos alimentos, como participar da escolha, da compra no mercado ou feira é de suma importância.
     Outro fator relevante  na construção dos hábitos alimentares nos primeiros anos de vida é a influência da propaganda, a qual têm estímulos fortes e poderosos, muitas vezes, motivando o consumo alimentar em qualquer etapa da vida.  Quanto mais jovem, mais passível é a criança aos apelos da propaganda, podendo, inclusive, definir o consumo alimentar.
     Nesse caso, a criança precisa da referência da família para aprender a comer de forma correta desde cedo, pois os hábitos alimentares são formados na infância e se mantêm pela vida toda, principalmente, quando são obtidos por meio de bons exemplos. Isso acontece por conta de vários fatores, os quais influenciam, de maneira direta, na alimentação infantil.     Ressalto que os hábitos alimentares dos pais são fundamentais, pois eles são os exemplos para os filhos, por isso, é recomendado que os pais também tenham uma alimentação saudável. Tudo isso irá contribuir para que as crianças cresçam e se desenvolvam de maneira adequada com uma boa saúde, pois a alimentação saudável ajuda na prevenção e no retardo de doenças crônicas, diabetes, problemas cardíacos e vários tipos de câncer.
 
Kamilla Garcia Silva Sotério
Nutricionista
CRN 19997/P
 
 
 

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