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quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Atendimento individualizado

Quando uma instituição de ensino tem um olhar atento às necessidades de seus estudantes, estrutura, em sua rotina de trabalho, o atendimento individual para que seus alunos avancem para níveis cada vez mais elevados. Mesmo assim, pode acontecer de alguns alunos apresentarem um rendimento aquém do esperado, o que redireciona o olhar da equipe para os aspectos afetivo, social e psicomotor que podem estar afetando o processo de aprendizagem.
Partindo do pressuposto de que as diferenças individuais são oportunidades de crescimento, aprendizado e trocas efetivas entre os pares, a escola deve promover situações constantes em que alunos de níveis diferentes possam interagir, para que o conflito cognitivo ative a reflexão e o pensamento lógico. Tal possibilidade cria oportunidade de avanços e anula a ociosidade daqueles que têm mais facilidade e agilidade para executarem as propostas e respeitando o ritmo daqueles que, por ventura, precisam de um tempo maior para compreenderem o que foi proposto.
O respeito à individualidade permite que o ambiente escolar cumpra seu papel formador e a sala de aula transforme-se em um espaço de efetivo conhecimento. Nessa medida, é possível ao professor identificar as altas habilidades de seus estudantes, criar situações de avanços, para que seus alunos transcendam seu potencial. Ao mesmo tempo, ele pode organizar um programa de retomada e consolidação de conceitos com aqueles que apresentam maior necessidade. Para isso, o educador recorre às atividades diversificadas, projetos e metodologias ativas que proporcionem maior interação entre o sujeito e seu objeto de conhecimento.
Numa perspectiva formativa, em que se prima por uma aprendizagem significativa, que desenvolva habilidades e competências socioemocionais, pensamento lógico e crítico, criatividade e autonomia moral e intelectual, é possível manter um atendimento individualizado, que promova o desenvolvimento dos aspectos necessários ao processo de ensino e aprendizagem. Isso implica conceber o aluno como um ser completo, com necessidades afetivas, sociais, psicomotoras e intelectuais, que devem ser trabalhadas e desenvolvidas no contexto escolar.